A Firewire S Boss é uma shortboard de alta performance assinada em co-design por Kelly Slater e pelo shaper Dan Mann, com a colaboração do surfista Kevin Schulz. A proposta da prancha é direta: entregar performance de shortboard num shape que ainda perdoa, feito para deixar a manobra vertical, o carve e o rail a rail acessíveis a um público mais largo do que o de uma prancha de competição pura. As caixas são cinco, o que deixa o shape rodar de quad, de thruster ou de twin com nubster. No Brasil, a S Boss chega pela página do produto no catálogo da Water Sports Brazil, distribuidora e importadora oficial da Firewire no país.
Esta review responde três perguntas: se a prancha é boa, pra quem ela faz sentido e qual tamanho escolher. Não é um teste próprio na água. A base é a ficha técnica oficial da Firewire, o catálogo brasileiro e avaliações reais com fonte identificada e linkada, do reviewer Mike Raven, de um vídeo-teste com surfistas nomeados e de compradores na própria página da marca. Vale um aviso de método: o texto do Mike Raven compila impressões de terceiros, e ele deixa claro na própria página que testaria a prancha em breve, ou seja, não é um testemunho dele na água. Sobre a nota, a página global da Firewire mostra hoje 4,27 em 15 avaliações, uma amostra pequena, tratada aqui como sinal e não como consenso.
Pra quem é a Firewire S Boss?
A S Boss é para o surfista intermediário a avançado que quer uma shortboard de performance que ainda perdoa. O design foi pensado para deixar a performance acessível sem ser punitivo. Faz sentido para quem quer evoluir a manobra vertical, o carve e o rail a rail numa prancha que não pune o erro de base, para quem surfa onda de peito para cima na maioria dos dias e para quem procura uma shortboard só que resolve a maior parte das condições.
Os relatos no campo positivo vão na mesma direção. A leitura compilada pelo reviewer Mike Raven, numa review que reúne impressões de terceiros, descreve a S Boss como uma prancha elogiada por gerar e manter velocidade, o que serve tanto para onda pequena quanto para onda grande, e atribui isso ao fundo: o spinal V que corre pelo comprimento, o double concave e a linha de rail reta facilitariam as transições de rail a rail e deixariam os giros sem esforço. Como o autor não chegou a surfar a prancha, vale ler isso como a leitura dele do shape, e não como um teste dele na água. Um vídeo-teste com mais de um surfista nomeado é mais próximo de quem esteve na onda: o consenso do grupo foi direto, a S Boss vive de rail e adora cavar uma carve. Noel Salas, no teste, preferiu o setup quad pela velocidade, pelo drive e pelos giros mais suaves. Eric destacou que o bico mais largo ajuda a gerar velocidade nas seções flat, enquanto a rabeta fechada dá manobra rápida e condição de bater no lip. Já Ian rendeu mais no thruster, com potência e controle na onda maior.
A prancha também tem críticas reais, e elas não são só de posicionamento. Na própria página da Firewire, há avaliações baixas concentradas numa queixa específica: a construção Volcanic pesada. Um comprador, Stewart Y., em mais de uma avaliação (notas de 1, 2 e 3 estrelas, que parecem vir da mesma pessoa), disse que a versão Volcanic é pesada, que a prancha não é tão responsiva quanto ele esperava e que ela surfa como se fosse mais longa, por causa da linha de rail, a ponto de o giro lembrar o de uma midlength; o ponto que ele elogiou foi a remada. A leitura honesta é que o caráter do shape, com bastante linha de rail, é o que gera o drive e a velocidade que os testers gostaram, mas é também o que pode dar a sensação de uma prancha mais longa sob os pés de quem busca resposta curta e imediata. Em ondas e num setup em que essa característica ajuda, a S Boss rende; em onda fraca ou pra quem quer máxima soltura, ela pode parecer parada.
Por isso, o encaixe da S Boss depende do que você surfa. Ela brilha de peito para cima, em condição média para boa. Fica pior para quem surfa quase só onda pequena e sem força, para quem é bem iniciante e precisa de muito volume e estabilidade, e para quem quer a prancha mais radical de competição sem se importar com perdão. Dentro da própria linha Firewire, a Seaside é o groveler de onda pequena do Rob Machado, mais curto e mais solto, e cumpre o papel que falta à S Boss quando o mar baixa; a Sci-Fi 2.0, por sua vez, é a shortboard de competição, mais exigente e mais voltada a onda de qualidade.
Qual tamanho de Firewire S Boss escolher?
A escolha do tamanho passa pelo volume, mais do que pelo comprimento. O shaper Dan Mann, um dos autores do shape, recomenda usar a S Boss no lado mais alto da sua faixa pessoal de volume. Em outras palavras: parta do volume que você já usa numa shortboard de performance e fique na metade de cima dessa faixa, e não no extremo mais leve. É o oposto de diminuir muito a prancha em busca de resposta.
A marca dá um exemplo concreto, mas é só um exemplo. Kevin Schulz, um dos surfistas que colaboraram no desenvolvimento, é profissional, tem 168 lb (uns 76 kg) e usa a 5’6 com 27,6 L em ondas menores e a 5’7 com 28,1 L em ondas maiores. O volume de um surfista de tour não vira regra para o resto das pessoas: ele rema, lê o mar e gera velocidade numa prancha que um intermediário do mesmo peso acharia subdimensionada. Para você, a referência é o volume da shortboard de performance que já surfa hoje, aquele número que costuma estar no site do fabricante ou impresso na prancha. Aplique a recomendação do Dan Mann sobre o seu número: fique no lado mais alto da sua faixa pessoal de volume, e suba ou desça um passo na grade conforme o nível e a condição do seu pico. Quem quer máxima resposta e já rema bem fica no volume habitual; quem quer mais entrada na onda sobe um passo.
A grade oficial da Firewire tem 11 tamanhos:
- 5’4, 24,9 L: extremo menor, mais leve e mais resposta, para o surfista leve.
- 5’5, 26,19 L.
- 5’6, 27,6 L.
- 5’7, 28,1 L.
- 5’8, 29,2 L.
- 5’9, 30,13 L: centro da grade de 11 tamanhos.
- 5’10, 31,39 L.
- 5’11, 32,98 L.
- 6’0, 34,53 L.
- 6’2, 36,5 L.
- 6’4, 37,7 L: extremo maior, com mais flutuação e entrada na onda mais fácil.
Esses volumes seguem a grade oficial da Firewire. A diferença em relação ao que chega ao Brasil é de catálogo: a grade global da marca tem os 11 tamanhos acima, mas o catálogo brasileiro costuma trazer um subconjunto dela, e o estoque varia por tamanho e por construção, então nem todo tamanho fica disponível o tempo todo. O guia de escolha de prancha e a tabela de volume ajudam a organizar peso, nível e condição antes de fechar o número.
A S Boss é quad ou thruster?
As duas configurações funcionam, e a prancha vem preparada para isso. A S Boss tem cinco caixas de quilha e é convertível. De quad, com quatro quilhas e o template KS1, o efeito esperado é mais velocidade, mais drive e giros mais suaves, o setup que a marca recomenda como ponto de partida. De thruster, com três quilhas, o efeito esperado é uma prancha mais solta e mais pivotante, com mais controle quando a onda ganha parede. Dá ainda para montar twin com nubster.
O vídeo-teste já citado mostra bem essa divisão. Noel Salas preferiu o quad pela velocidade, pelo drive e pelos giros mais suaves, enquanto Ian rendeu mais no thruster, com potência e controle na onda maior. Não existe setup certo ou errado, e sim o que combina com o seu peso, o seu estilo de surf e o tipo de onda do seu pico. Antes de comprar as quilhas, confirme o sistema de encaixe da versão disponível e conte à equipe em que condição você pretende usar a prancha. A página de tecnologia Firewire explica como o núcleo I-Bolic e a laminação também mudam a sensação sob os pés.
Em quais ondas a S Boss funciona melhor?
A janela natural da S Boss vai de 2 a 6 pés, de peito até um pouco acima da cabeça, em condição média para boa. A própria marca descreve o terreno da prancha como beach breaks socados a point breaks que formam parede, e o design foi feito para gerar e manter velocidade tanto na onda menor quanto na onda maior dentro desse intervalo. É nesse meio do caminho que a prancha entrega o melhor: entra na onda, segura a linha na parede e ainda fecha a curva.
A prancha tem limite nas duas pontas. Para a onda muito pequena e sem força, uma groveler mais larga ou uma fish ainda planam com mais facilidade, e nesse ponto a Seaside, dentro da própria linha, é a opção mais natural. Para onda grande, oca e pesada, uma prancha de onda grande segue rendendo mais. Dentro do intervalo, a S Boss cobre um intervalo largo de condições sem pedir troca de prancha a cada mudança de mar, o que é justamente o argumento de uma shortboard de uso diário para quem surfa onda de peito para cima.
Como comprar a Firewire S Boss no Brasil?
A página brasileira da S Boss com laminação de fibra de vidro reúne a grade de tamanhos e abre o contato direto com a Water Sports Brazil, distribuidora e importadora oficial da Firewire no país. A linha chega ao Brasil em duas construções, que ficam em páginas separadas: I-Bolic com fibra de vidro (item 1492) e I-Bolic com laminação Volcanic de basalto (item 1493). Se você se interessou pela versão Volcanic, vale lembrar que as avaliações críticas da página oficial citam justamente essa construção como mais pesada, então vale conversar com a equipe sobre a diferença de flex e de peso entre as duas antes de escolher.
Chegue ao atendimento com cinco informações: peso, altura, nível de surf, prancha que usa hoje e condição mais frequente no seu pico. Diga também se prefere máxima resposta ou mais entrada na onda, em que tipo de mar pretende usar a prancha e qual das duas construções chama mais atenção. Esse contexto vale mais do que escolher 5’10 ou 6’0 no escuro. A equipe confirma a unidade disponível, a construção exata, o sistema de quilhas e o prazo de entrega, com nota fiscal e garantia. Fale com a equipe pelo WhatsApp.